Quadro
Quadro "O Fado", de José Malhoa | Foto: José Frade

Classificado como patrimônio mundial da humanidade pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) desde 2011, o fado nem sempre foi reverenciado em Portugal. Pelo contrário: nascido na zona boêmia de Lisboa no século 18, o gênero esteve bastante ligado às camadas marginalizadas, como operários, prostitutas e estivadores, o que fazia com que muita gente torcesse o nariz para o estilo.

O Museu do Fado conta a trajetória —e a volta por cima triunfal do estilo—, combinando tradições e recursos interativos.

Além de exibir uma ampla coleção de guitarras portuguesas, violas (o nosso violão), partituras, há muitos outros objetos que ajudam a contar a história do gênero e de seus principais representantes.

A diva maior do gênero, Amália Rodrigues, tem espaço merecidamente ampliado. Mas as fadistas mais modernas, como Carminho, Raquel Tavares e Mariza, também marcam presença.

Fazer a visita com o recurso do audioguia é particularmente interessante. Além de ficar sabendo mais sobre as obras, ainda dá para ouvir alguns trechos de fados com as quais elas se relacionam.

Entre os quadros, o destaque é a obra “O Fado”, do português José Malhoa, mas há também obras de outros artistas lusitanos consagrados, como Rafael Bordalo Pinheiro, Constantino Fernandes e Cândido da Costa Pinto.

Serviço
Museu do Fado
Largo do Chafariz de Dentro, N.º 1
1100-139 Lisboa
Tel: +351 218 823 470
Fax: +351 218 823 478
Email: info@museudofado.pt
Preço: 5.00€
Descontos: menores de 30 e maiores de 65 anos, aposentados e pensionistas, grupos organizados e famílias, Lisboa Card

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