Onde ficar hospedado em Lisboa?

A ponte 25 de Abril e o Cristo Rei | Crédito: Turismo de Lisboa - visitlisboa.com

A capital portuguesa tem opções de hospedagens para todos os gostos e preços. De hostels baratinhos a hotéis luxuosos, tem um pouquinho de tudo.

Para você saber por onde começar, preparamos aqui um resuminho com os detalhes (e os prós e contras) das principais áreas com oferta turística.

Tem alguma dica ou experiência sobre hospedagem em Lisboa? Conte para a gente aqui nos comentários.

Baixa e Chiado

A região da baixa de Lisboa é um mergulho na história da cidade | Crédito: Giuliana Miranda
A região da baixa de Lisboa é um mergulho na história da cidade | Crédito: Giuliana Miranda

Quem se hospeda na região da Baixa e do Chiado mesmo no coração do agito. Há várias opções de restaurantes, bares e muitas (mas muitas) atrações turísticas, como museus, teatros e o famoso eléctrico (bondinho) 28.

A região também é um paraíso para as compras. Além do shopping Armazéns do Chiado, as ruas do entorno têm aquelas marcas internacionais que costumam ser as queridinhas das viagens, como Zara, Mango e Bershka. O destaque fica para uma H&M gi-gan-tes-ca na rua do Carmo.

Outra vantagem: excelentes opções de transportes públicos.

Pontos negativos: costuma ser difícil estacionar, especialmente à noite e nos fins de semana. O trânsito também pode ficar meio caótico sem aviso prévio.

Por ser uma área muito turística, não se interage tanto com a “vida real” dos portugueses.

Algumas áreas também são bastante barulhentas, seja pelos bares e restaurantes ou mesmo por apresentações de artistas rua.

Marquês de Pombal

A praça do Marquês de Pombal vista a partir do mirante do parque Eduardo VII | Crédito: Giuliana Miranda
A praça do Marquês de Pombal vista a partir do mirante do parque Eduardo VII | Crédito: Giuliana Miranda

É provavelmente a área com mais opções de hotéis, e a maior vantagem é a acessibilidade para qualquer ponto de Lisboa. Seja por metrô (linhas amarela e azul) ou pelas várias linhas de ônibus que passam por lá.

O Parque Eduardo VII é ótimo para uma caminhada (apesar das ladeiras) e é palco, uma vez por ano, de um dos maiores eventos da cidade: a gigantesca feira do livro, atualmente na sua 86ª edição.

Pontos negativos: por ser muito central, a área também é um dos locais favoritos dos portugueses para se concentrar, seja para comemorar a vitória no campeonato de futebol ou protestar contra o governo.

Em termos de opções gastronômicas, as opções do entorno também não são tão variadas.

Dependendo do hotel, o barulho da rua é um problemão.

Rossio

O teatro Maria II e, ao fundo, a estação do Rossio | Crédito: Giuliana Miranda
O teatro Maria II e, ao fundo, a estação do Rossio | Crédito: Giuliana Miranda

A região do Rossio é mesmo centrão de Lisboa: com muitas opções de transporte e fácil acesso a pé para as principais atrações. A estação de trem é uma ligação rápida para o resto do país, com conexões para zonas mais próximas, como Sintra, ou mais distantes, como o Porto.

Há vários hostels e hotéis mais simples com preços competitivos e uma boa relação custo-benefício.

Tradicionalmente, a área concentra mochileiros e um público mais jovem interessado também na vida noturna dos arredores.

Pontos negativos: pode ser bastante confuso e barulhento para quem vai em busca de sossego e descanso.

Muito explorada comercialmente, essa área perdeu um pouco da autenticidade, e há muitos restaurantes e outras atividades naquele estilo “só para turista ver”. Não é uma boa escolha para quem quer mergulhar no modo de vida dos lisboetas.

Belém

O Padrão dos Descobrimentos, e Belém, tem essa vista espetacular do rio Tejo e da ponte 25 de Abril | Crédito: Giuliana Miranda
O Padrão dos Descobrimentos, e Belém, tem essa vista espetacular do rio Tejo e da ponte 25 de Abril | Crédito: Giuliana Miranda

Pertinho do Tejo e da ponte 25 de abril, o bairro tem algumas das vistas mais emblemáticas de Lisboa.

Quem se hospeda em Belém fica pertinho de várias atrações turísticas, com destaque para o Mosteiro dos Jerónimos, a Torre de Belém, o Padrão dos Descobrimentos, o Museu dos Coches e, claro, os icônicos pasteis de Belém.

Suas ruas também são um oásis de linhas retas em meio ao sobe e desce das ruas de Lisboa, que, não à toa, é conhecida como a cidade das sete colinas.

Pontos negativos: a questão mais sensível é a dificuldade de acesso. A região está longe do metrô, embora tenha uma estação de comboio (trem).

Como tem uma afluência grande de turistas, os ônibus e eléctricos que servem a região costumam estar sempre superlotados.

 

Parque das Nações

O shopping Vasco da Gama, um dos maiores da cidade, é uma das atrações do Parque das Nações | Crédito: Turismo de Lisboa/ visitlisboa.com
O shopping Vasco da Gama, um dos maiores da cidade, é uma das atrações do Parque das Nações | Crédito: Turismo de Lisboa/ visitlisboa.com

É a área mais nova de Lisboa e, em geral, hospedar-se por lá garante uma boa infraestrutura nos apartamentos.

Tem a vantagem de está pertinho de um dos maiores shoppings de Lisboa, o Centro Comercial Vasco da Gama, e do Meo Arena, onde acontecem muitos dos grandes shows na cidade.

A região também é plana e tem uma bela área para caminhadas, além do Oceanário de Lisboa e do teleférico, duas atrações que fazem sucesso entre as famílias com crianças.

A estação Oriente garante ligações para o resto da cidade através do metrô e para o resto de Portugal por meio dos trens.

Também há um cassino que costuma atrair os chineses endinheirados que cada vez mais investem na cidade.

Pontos negativos: Apesar da facilidade de acessos, está um tanto deslocado do resto da cidade. Para quem quer se concentrar na exploração do centro histórico, ficar no Parque das Nações implica perder um tempo nos deslocamentos

Hotéis e apartamentos no Air BnB são um pouco mais caros do que em outras zonas.

Príncipe Real

As casinhas do Príncipe Real são puro charme | Crédito: Giuliana Miranda
As casinhas do Príncipe Real são puro charme | Crédito: Giuliana Miranda

É uma das áreas mais cool de Lisboa, cheia de gente bonita e várias opções alternativas. Há vários restaurantes interessantes, desde hamburguerias conceituais até tascas tradicionais.

Zona totalmente gay friendly, baladas e barzinhos GLBT pipocam pelas suas ruazinhas.

Os prédios baixos e históricos são autênticos representantes do charme arquitetônico Lisboeta. As janelinhas e balcões são uma graça.

Pontos negativos: ladeiras, mui-tas ladeiras, especialmente nas imediações da Praça das Flores. Essa região concentra várias das opções do Air BnB e podem ser uma péssima surpresa para os turistas com menos preparo físico.

É preciso caminhar entre 7 a 10 minutos para chegar à estação de metrô mais próxima (Rato, linha amarela).

Para piorar, a região também tem uma falta de vagas de estacionamento crônica, sobretudo nos fins de semana.

Alvalade

A av. de Roma é uma das principais do bairro de Alvalade | Crédito: João Carvalho/WikiCommons
A av. de Roma é uma das principais do bairro de Alvalade | Crédito: João Carvalho/WikiCommons

As ruas planas e a variedade de serviços e opções comerciais fazem de Alvalade um dos bairros mais valorizados de Lisboa e, certamente,tornam-no bastante atraente para os turistas.

A região tem hotéis com um bom custo benefício e fica a menos de 10 minutos de carro do aeroporto. Com a vantagem adicional de conjugar bons restaurantes e lojas ao sossego de uma área sobretudo residencial.

Pontos negativos: as estações Alvalade e Roma (ambas da linha verde) do metro não servem o bairro inteiro. Na hora de reservar, fique atento a esse detalhe.

A área fica um pouco mais afastada do centro histórico, que concentra a maioria dos pontos turísticos. Para quem tem pouco tempo para explorar a cidade, esse tempinho perdido no deslocamento pode ser precioso.

 

Deixe uma resposta