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Precisei ir ao Porto em cima da hora e não comprei passagem com a devida antecedência para usufruir dos descontos da rede de trens (comboios, no português luso), meu jeito favorito de me locomover entre as duas cidades.

Como estava com pressa e o preço da passagem de avião pela Ryanair estava praticamente o mesmo do trem, 33€ e 30,50€, respectivamente, decidi dar uma chance à companhia low cost mais famosa da Europa.

O horário, claro, era bastante ingrato: o voo partia às 6h15 da manhã do Aeroporto Sá Carneiro. Ou seja: apesar do terminal contar com um metrô integrado, eu acabei pegando um uber, porque os trens só começam a circular às 6h.

Felizmente, o aeroporto é perto do centro e eu tinha uma amiga com quem dividir a corrida. Então, a jornada saiu por cerca de 5€ a mais para cada uma.

Quem tem voos em horários mais felizes, pode usufruir do metrô.

Ao contrário da ponte-aérea da TAP, o serviço entre o Porto e Lisboa da Ryanair não tem direito ao fast track na segurança. E eu percebi que isso faz, sim, uma super diferença.

O começo da manhã é o horário de pico das companhias de baixo custo que operam na cidade e o aeroporto estava simplesmente lotado. Eu já viajei por 27 países e nunca havia visto uma fila tão grande.

Um pequeno trecho da fila ainda DO LADO DE FORA do primeiro controle de segurança e muito longe do raio-X | Foto: Giuliana Miranda
Um pequeno trecho da fila ainda DO LADO DE FORA do primeiro controle de segurança e muito longe do raio-X | Foto: Giuliana Miranda

Felizmente, eles eram eficientes e até que andou rápido. Mas não tem a moleza de passar na frente quando seu voo começa a ser chamado: os agentes de segurança barram qualquer tentativa e informal que o viajante “precisa pedir a todas as pessoas da fila” para ser autorizado a entrar primeiro.

Com mais de 300 pessoas angustiadas à espera de seus voos, essa não é uma tarefa simpática, né?

Não tinha bagagem pra despachar —até porque, se tivesse, iria ter que pagar a mais por isso— e fui direto para o portão de embarque.

Fiz o check in pelo aplicativo da Ryanair e não precisei imprimir o cartão de embarque, podendo só mostrar a tela do celular.

Companhia baratinha é isso aí, tem de andar no friozinho até o avião | Foto: Giuliana Miranda
Companhia baratinha é isso aí, tem de andar no friozinho até o avião | Foto: Giuliana Miranda

No avião, sem grandes surpresas: pouco espaço entre as poltronas e entretenimento de bordo inexistente.

A sorte é que os comissários eram simpáticos. O preço dos lanchinhos vendidos não era lá muito atraente. Pagava-se 2€ por um cafezinho. Achei melhor esperar chegar a Lisboa.

Esqueci de tirar uma foto de dentro do avião, mas Ryanair é tudo igual sempre... | Foto: Divulgação
Esqueci de tirar uma foto de dentro do avião, mas Ryanair é tudo igual sempre… | Foto: Divulgação

A viagem transcorreu sem problemas, apesar do voo lotado, e sem nenhuma turbulência.

Cerca de 50 minutos depois, já estava na capital portuguesa.

Resumo: a experiência não foi traumática, mas eu ainda prefiro o trem, com suas poltronas confortáveis e wifi grátis. Com a antecedência necessária para se deslocar até os aeroportos e a margem de segurança para não perder o voo, o tempo de viagem não fica lá muito diferente.

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É editora e a alma curiosa por trás do Ora Pois. Carioca, mora em Lisboa desde 2014. Chegou a Portugal para um mestrado em Ciência Política e nunca mais conseguiu ir embora. De lá para cá, já cruzou o país de Norte a Sul algumas vezes, sempre em busca de boas histórias para contar. Colabora como repórter e blogueira para o jornal Folha de S.Paulo e outras publicações.

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