Portugal tem uma ampla rede de modernas autoestradas, o que torna o aluguel de carro uma maneira eficiente e confortável para quem quer explorar o país.

Embora o processo seja relativamente simples, é ele é cheio de pequenos detalhes que fazem a diferença. Por isso, separei aqui os principais pontos que o viajante precisa ter atenção.

Pré-requisitos

  • A carteira de habilitação brasileira é válida em Portugal por até 120 dias após a data de entrada no espaço comum europeu: ou seja, tempo mais do que suficiente para quem viaja a turismo,
  • Na hora de alugar o carro, também é preciso apresentar o passaporte;
  • A maioria das empresas só aluga carros para maiores de 21 anos e que já tenham carteira de motorista há pelo menos 12 meses;
  • Algumas empresas cobram taxas adicionais para motoristas com menos de 25 anos, além de só permitirem a locação de modelos mais econômicos

Reservas

  • Vale a pena reservar on-line e, de preferência, com pelo menos 30 dias de antecedência;
  • Além de garantir preços mais baixos, a marcação antecipada muitas vezes pode render um up grade de categoria se, na hora em que o viajante for efetivamente buscar o carro, o modelo mais econômico não estiver disponível;
  • Vale a pena começar a busca por sites de comparação de preços, como o AutoEurope. No entanto, muitas vezes eles não refletem a realidade dos preços. Por isso, confira direto no site da locadora antes de fechar negócio;
  • Há algumas empresas low cost que oferecem preços mais atraente. Elas, porém, não ficam sediadas nos aeroportos, mas sim em áreas próximas. Para chegar até lá na hora de buscar o veículo — e também para retornar ao aeroporto— elas oferecem um serviço de van;
Van que faz o transporte de passageiros entre o aeroporto de Lisboa e a loja da Interrent | Foto: Giuliana Miranda
Van que faz o transporte de passageiros entre o aeroporto de Lisboa e a loja da Interrent | Foto: Giuliana Miranda
  • Contratar o seguro-total antecipadamente é mais barato do que deixar para pedi-lo no balcão;
  • Atenção ao combustível! Escolha sempre a opção “cheio para cheio” (ou “full to full”), que significa que você irá pegar o carro com o tanque cheio e devolvê-lo da mesma forma; a carros cujo aluguel é mais barato, mas que exigem um combustível pré-pago. Obviamente, ele é muito mais caro do que nos postos de gasolina…
  • Atenção ao horário de retirada e entrega do veículo; muitas vezes, há taxa adicional para quem chega muito cedo ou vai embora muito tarde.

Na loja

Aluguel de carro é simples, mas requer atenção aos detalhes | Foto: Negative Space
  • O procedimento normal é bloquear parte da franquia (varia conforme a locadora) no cartão do cliente no momento da assinatura do contrato. O valor é liberado até 48h depois da devolução do veículo em bom estado. Então, vale ter isso em mente: separe um cartão com limite suficiente para cobrir a despesa;
  • Leia atentamente o contrato e, principalmente, as especificações do seguro (franquia, cobertura etc);
  • Antes de pegar o carro e sair passeando, confira se há amassados, riscos e arranhões e se todos eles estão anotados. Veja também o nível do combustível e o estado dos pneus.

Na estrada

  • Muitas das autoestradas têm placas indicando a velocidade máxima e, abaixo, também a velocidade mínima; desrespeitar ambas pode significar uma multa;
Estradas têm indicação de velocidade máxima e mínima | Foto: Giuliana Miranda
Estradas têm indicação de velocidade máxima e mínima | Foto: Giuliana Miranda
  • Além dos radares “tradicionais” sinalizados, há outros ocultos; além disso, policiais a paisana também costumam circular fazendo a fiscalização;
  • O limite máximo de álcool no sangue, a chamada alcolemia, é de 0,05%; mais do que isso, dependendo da gravidade da embriaguez, pode render uma multa de até 2.500€ e, em alguns casos, processo e prisão;

Pedágios (portagens, em português luso)

O sistema é um pouco diferente do que existe no Brasil: o pagamento é proporcional ao trecho da estrada que a pessoa percorreu. Ou seja, em vez de haver várias cabines de pedágios ao longo do caminho, eles têm um sistema que emite tickets.

Logo que o motorista entra na estrada, há uma primeira cabine, onde se pega um ticket similares aos usados em estacionamentos. Quando o motorista sai da rodovia, há uma segunda cancela, onde se deve inserir o tal ticket. O sistema calcula o trecho percorrido e dá o valor a pagar.

Na maioria dos casos, não há um funcionário recebendo o dinheiro. É uma máquina estilo estacionamento de shopping. A parte boa é, além de moedas e notas, também se aceita cartão.

Via Verde vale a pena?

Portugal têm uma espécie de “Sem Parar” que vale no país todo: a “Via Verde”.

Quem adere ao serviço passa direto pelo pedágio usando faixa exclusiva | Foto: Divulgação
Quem adere ao serviço passa direto pelo pedágio usando faixa exclusiva | Foto: Divulgação

A maioria das locadoras de carro oferecem o dispositivo mediante o pagamento de uma taxa diária, que varia entre as diferentes empresas. O valor dos pedágios percorridos é debitado no cartão de crédito do cliente.

Na maior parte do país, é mais uma questão de conforto, uma vez que se passa direto nas estradas e muitas vezes se escapa das filas de pagamento.

Para quem vai ao Algarve, no Sul de Portugal, eu recomendo vivamente o aluguel da “Via Verde”, uma vez que boa parte das estradas locais têm um sistema maio complicado de pagamento.

Basicamente, a cobrança é feita digitalmente, pela placa dos carros. Quem não tem “Via Verde”, o tal “Sem Parar” lusitano, precisa ir a uma loja dos correios (CTT) para pagar os trechos devidos.

Detalhe: o viajante tem cinco dias úteis para fazer isso. Depois desse prazo, terá de pagar multa.

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