Boeing da Royal Air Maroc que opera entre Lisboa e Casablanca | Foto: Giuliana Miranda
Boeing da Royal Air Maroc que opera entre Lisboa e Casablanca | Foto: Giuliana Miranda

A companhia oficial do Marrocos, a Royal Air Maroc, costuma ter preços competitivos saindo de São Paulo com destino a Lisboa e a outros destinos europeus.

Diante dos preços exorbitantes da TAP para voar para o Brasil em maio de 2017— e da tarifa de 530€ (menos de R$ 2.000 no câmbio atual) da RAM—, resolvi experimentar o serviço da empresa, conhecida nos sites de viagem pela fama de “perder” bagagens dos passageiros.

Todas as viagens da Royal Air Maroc que partem ou se destinam a cidades europeias fazem uma conexão em Casablanca, no Marrocos.

O tempo de espera entre um voo e outro é bastante variado, mas quem tem algumas horas sobrando tem a opção de passear pela cidade. Há um trem que sai do aeroporto e liga direto ao centro, sem contar a abundante oferta de transportes.

Também existe a opção de programar o chamado stop over e separar um ou dois dias para conhecer Casablanca.

Aeroporto de Casablanca

Vista aérea dos arredores do aeroporto de Casablanca | Foto: Giuliana Miranda
Vista aérea dos arredores do aeroporto de Casablanca | Foto: Giuliana Miranda

Não sei se é porque eu já estava esperando um serviço ruim, mas fui surpreendida positivamente.

Fiz o check-in online e a fila para despachar a bagagem estava pequena. O embarque foi suprertranquilo e o voo decolou na hora.

A viagem entre Lisboa e Casablanca dura menos de duas horas —menos do que da capital portuguesa a Paris, por exemplo—, mas mesmo assim foi servido um lanchinho.

Eu e meu espírito comilão agradecemos.

Mesmo em um voo curto, a companhia serviu sanduíche, bolinho e iogurte | Foto: Giuliana Miranda
Mesmo em um voo curto, a companhia serviu sanduíche, bolinho e iogurte | Foto: Giuliana Miranda

Como meu tempo de espera entre um voo e outro era de cerca de 5 horas e eu tinha muito trabalho para pôr em dia, resolvi ficar pelo aeroporto mesmo, tentando adiantar o serviço.

Há boas opções de comida, desde padarias a fast food de comida árabe e um Starbucks para garantir a dose de cafeína hipster.

O wifi gratuito e de velocidade decente ganhou meu coração, mas a ausência de tomadas é um ponto negativo, assim como a falta de assentos nos portões de embarque do piso inferior. De onde saíram todos os meus voos, é claro.

Vôos longos (Casablanca-São Paulo-Casablanca) 

Quase todos saíram no horário.

Uma vez no avião, os passageiros da econômica (aka classe onde eu estava viajando) também receberam um kit para a viagem. Um estojinho de plástico com uma meia e um tapa-olhos —um item que ajuda bastante, uma vez que o maior trecho da viagem foi feito a luz do dia.

Na econômica, a Royal Air maroc distribui kit com tapa-olhos e meias | Foto: Giuliana Miranda
Na econômica, a Royal Air maroc distribui kit com tapa-olhos e meias | Foto: Giuliana Miranda

O sistema de entretenimento, com monitores individuais (Amém!), tinha opções de filmes e séries bastante atuais, embora a quantidade de títulos oferecidos fosse um tanto limitada.

O staff era basicamente trilíngue —inglês, francês e árabe— e eu notei que algumas pessoas que só falavam português tiveram um pouquinho de dificuldade: só havia um comissário fluente no idioma a bordo.

Logo depois da decolagem foi servido um almoço. Comida até em boa quantidade (quem já viajou de low cost sabe o que é passar fome no ar) e com uma sobremesa E um chocolatinho.

Refeição completa: pão, entrada, prato principal, sobremesa, iogurte e um chocolatezinho extra | Foto: Giuliana Miranda
Refeição completa: pão, entrada, prato principal, sobremesa, iogurte e um chocolatezinho extra | Foto: Giuliana Miranda

Chá e café à vontade.

Antes do pouso, mais uma refeição. Agora com sanduíche, bolinho e mais iogurte e chocolate.

Lanchinho antes do pouso teve sanduíche, muffin e mais iogurte | Foto: Giuliana Miranda
Lanchinho antes do pouso teve sanduíche, muffin e mais iogurte e chocolate | Foto: Giuliana Miranda

O voo chega a Guarulhos quase às 23h, um horário bem ruim para quem precisa fazer conexão para outras cidades do Brasil. Pelo menos, o free shop e a imigração estavam vazios.

Bagagem

Felizmente, não demorou muito para a minha mala aparecer na esteira. Ufa!

Na minha viagem de volta para casa (Lisboa), aí sim eu vivi momentos de tensão. As primeiras malas demoraram bastante a aparecer no aeroporto. E a minha, em especial, foi uma das últimas. Mais de 40 minutos esperando a bonita no terminal.

 

Bagagem demorou em Lisboa | Foto: Giuliana Miranda
Bagagem demorou em Lisboa | Foto: Giuliana Miranda

No fim das contas, achei o saldo bastante positivo e repetiria a experiência.

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